DESEMPENHO E VOLATILIDADE DOS ÍNDICES DE GOVERNANÇA CORPORATIVA DA BM&FBOVESPA
DOI:
https://doi.org/10.18696/reunir.v1i2.28Palavras-chave:
Governança Corporativa, Volatilidade, DesempenhoResumo
Esta pesquisa teve por objetivo observar o retorno e o risco dos dois índices de Governança Corporativa (IGC e IGCT) da BM&FBOVESPA, tendo como benchmarking o IBOVESPA no período entre 2007 e 2010. A hipótese central assumiu que em razão das práticas de governança o IGC e IGCT apresentariam menor volatilidade e desempenho superior ao IBOVESPA. Essa proposição é suportada pelo marco teórico utilizado, onde se postula a preeminência de um sistema de gestão que verse pela transparência, fidedignidade das informações e a homogeneidade no relacionamento com os stakeholders e shareholders. Os procedimentos metodológicos utilizados foram às técnicas estatísticas descritivas de análise de posição, dispersão e correlação das séries temporais. Ademais, utilizou-se o Índice de Sharpe Ajustado para mensurar a performance (risco x retorno) dos índices de governança em relação ao IBOVESPA. Os resultados empíricos alinham-se as pesquisas realizadas, onde os índices de governança apresentaram menor volatilidade e melhor desempenho em relação ao IBOVESPA, contudo, essa evidência não é consistente para todo o período em análise, em especial para a crise financeira de 2008. Desta forma, o trabalho pondera que a despeito do esforço em estimular as práticas de governança corporativa, o mercado, ainda, não demonstra plena segurança nesta ação, apesar dos indícios de que no longo prazo, as empresas que utilizam esse modelo institucional apresentam performance superior.
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