Qual é a parte que cabe deste latifúndio? Uma análise da estrutura fundiária na bacia hidrográfica do Riacho do Pontal-PE
DOI:
https://doi.org/10.18696/reunir.v16i2.1858Palavras-chave:
Uso e ocupação do solo; Cadastro rural; Concentração de terras.Resumo
Latifúndio refere-se a uma grande área de terra em zona rural pouco ou não cultivada, a Região Nordeste do Brasil apresenta corriqueiramente este tipo de áreas caracterizadas pela excessiva concentração de terra. Este artigo analisa a dinâmica da estrutura fundiária no Nordeste do Brasil na bacia hidrográfica do Riacho do Pontal-PE que é tributária da bacia do Rio São Francisco no semiárido brasileiro. O estudo se baseia em dados de cobertura e uso do solo de 1985 - 2020 e estimativas de dados do Módulo Fiscal (MF) brasileiro, adquiridos do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) que foi empregado no coeficiente de Gini calculado a partir da Curva de Lorenz. Os principais resultados da análise do uso do solo mostram que as áreas de agricultura e pastagem atingiram cerca de um terço 1/3% da bacia do Pontal (31,42%) nos últimos anos, e estão relacionadas ao uso da agricultura irrigada. Na região do município de Petrolina-PE existe uma elevada concentração de terras dominadas por grandes latifundiários. O coeficiente de Gini indicou que o montante da bacia nos municípios de Afrânio-PE e Dormentes-PE a característica é do pequeno latifúndio. Percebe-se que ao longo do período 1985 – 2020 houve uma mudança das áreas de Caatinga na bacia do Riacho do Pontal para regiões da agricultura irrigada. A conclusão a que se chega em relação à análise da estrutura fundiária apresentada, é que há um perfil fundiário concentrador em relação aos latifúndios.
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