A percepção da qualidade de vida no teletrabalho por parte dos Servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
DOI:
https://doi.org/10.18696/reunir.v16i3.2049Palavras-chave:
Qualidade de Vida no Teletrabalho. Serviço Público. Tribunal de JustiçaResumo
O artigo tem por objetivo apresentar a percepção dos servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que atuam em regime de teletrabalho, acerca da sua Qualidade de Vida no Teletrabalho (QVTe). Realizou-se um estudo exploratório-descritivo com perspectiva quantitativa. A população-alvo incluiu todos os servidores do TJRN que desempenham suas atividades nesse regime, seja integral ou híbrido. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico e ocupacional e da Escala de Qualidade de Vida no Teletrabalho (EQVTe), ambos aplicados de forma eletrônica, via plataforma Google Forms. Identificou-se um perfil predominante de servidoras (43,98 anos em média), com alta qualificação acadêmica, 14,61 anos de vínculo institucional e jornada média de 34,29 horas semanais. A QVTe foi avaliada positivamente nos fatores Autogestão, Infraestrutura e Tecnologia, refletindo adaptação bem-sucedida ao trabalho remoto. Contudo, os fatores Contexto Institucional e Sobrecarga de Trabalho apresentaram desafios, como insuficiência de suporte e intensificação de demandas. Conclui-se que o modelo de teletrabalho do TJRN, embora viável, demanda aprimoramentos em suporte institucional e gestão de demandas. Recomenda-se a implementação de protocolos de desconexão digital, mentoria para liderança remota, subsídios ergonômicos e métricas de produtividade adaptadas.
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